
Volta que eu abro-te a porta,
Ao menos p'ra convencer-me
Que nunca vivi sem ti;
Volta que eu já não me importa,
Agora quero esqucer-me
Do tempo que te esqueci.
Volta, que eu já perdoei...
Vem à hora que quiseres,
Escusas de fazer alarde;
Tu has-de voltar, bem sei...
Volta hoje se puderes
Que amanhã pode ser tarde.
Dize que vens, e que é certo,
Jura p'la amizade nossa,
Que inda a não perdi...
A morte já anda perto.
Ao menos deixa que eu possa
Morrer abraçada a ti...
(Desconheço a autora)