sexta-feira, junho 08, 2012

LOVE....

terça-feira, maio 01, 2012

Falcão numa floreira

segunda-feira, abril 30, 2012

Mês de Maio



TODOS SABEMOS QUE MAIO É UM MÊS MÁGICO.
HÁ FADAS NO AR, PARA CONCRETIZAREM DESEJOS, APOIAR E NUTRIR A NATUREZA.
SE NÃO ACREDITA, NÃO TEM IMPORTÂNCIA...ELAS EXISTEM NA MESMA...
COM FADAS OU SEM ELAS, SEJA FELIZ, POIS ESTÁ ATRASADO...(há muito tempo que já o devia SER).






Bjs na ALMA,






SILVIA






Quem quase morre, ainda VIVE, mas quem quase vive, já MORREU.(anónimo)

domingo, abril 08, 2012

Sem título

Não sei se quero descansar por estar realmente cansada, ou se quero descansar para desistir...

Clarice Lispector




quarta-feira, abril 04, 2012

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Varra os pensamentos negativos!!!

domingo, fevereiro 26, 2012

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domingo, dezembro 25, 2011

BOAS FESTAS




Para todos os meus amigos/as que por aqui passarem. Com Beijo....
Leonor


sexta-feira, fevereiro 04, 2011

DILEMA

Dilema
Augusta Schimidt

Às vezes me vejo em cada situação...
Meu pensamento voa... Divaga...
Tenho duvidas de difícil solução

Não sei se faço poesia,
Ou se canto alegria...

Poeta sei que não sou,
Pois meu coração mora no peito
E coração de poeta
Mora nas pontas dos dedos

Vê lá se isso tem jeito?

Não sei se entro em cirandas
Onde os olhos brincam com os sonhos,
Pois às vezes eles adormecem
E a noite misteriosa nos mostra
Estrelas com rugas e magoas

Não sei se oro ou se choro
Pelo pássaro azul que voou
Talvez um dia ele volte
E me conte o quanto me amou

Penso nisso tudo
Não sei como resolver...
Mas que Dilema!


Campinas/SP


domingo, janeiro 09, 2011

MOTIVO


Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.

Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.
Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço,- não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo: - mais nada.


©Cecília Meireles In Viagem, 1939

quarta-feira, janeiro 05, 2011

CARTA AO FILHO

Não vivas sobre a terra como um estranho
Um turista no meio da natureza.
Habita o mundo como a casa do teu pai.
Crê na semente, na terra, no mar.
mas acima de tudo crê nas pessoas.
Ama as nuvens,
as máquinas,
os livros,
mas acima de tudo ama o homem.
Sente a tristeza do ramo que murcha,
do astro que se extingue,
do animal ferido que agoniza,
mas acima de tudo
Sente a tristeza e a dor das pessoas.
Alegra-te com todos os bens da terra,
Com a sombra e a luz,com as quatro estações,
mas acima de tudo e a mãos cheias
alegra-te com as pessoas



.Nazim Hikmet, (1902 - 1963) c. 1960. Traduzido do inglês por Carlos Eugênio Marcondes de Moura.Escritor e poeta turco nascido em Salonica, Grécia, então parte do império otomano, que, perseguido por suas idéias políticas, marcou profundamente a literatura turca ao romper com a tradição islâmica e sob a influência dos futuristas russos, propôs a despoetização da poesia. Pensando seguir uma carreira militar, entrou para a academia naval de Istambul e serviu na Marinha, da qual foi expulso (1919) por atividades revolucionárias. Partiu para Moscou, onde estudou ciências políticas e sociais por cinco anos, na Universidade Comunista de Moscou. Regressou à Turquia (1924), após a proclamação da república e tornou-se conhecido com seus primeiros poemas, de cunho patriótico. Condenado (1938) pela suposta participação num complô, após ser posto em liberdade (1950) por força de uma intensa campanha internacional, radicou-se então em Moscou, onde morreu. Publicou as coletâneas 835 satir (1929) e 1 + 1 = 2 (1930), os poemas históricos Sesini kaybeden sehir (1931) e Benerci kendini niçin öldürdü? (1932), as peças para teatro Kofatos (1932) e Unutulan adam (1935) e lançou uma autobiografia em Berlim (1961)..in

terça-feira, dezembro 21, 2010

RESUMO

" Se sou alegre ou sou triste?...

Francamente, não o sei.

A tristeza em que consiste?

Da alegria o que farei?

Não sou alegre nem triste.

Verdade, não sou o que sou.

Sou qualquer alma que existe

E sente o que Deus fadou.



Afinal, alegre ou triste?

Pensar nunca tem bom fim...

Minha tristeza consiste

Em não saber bem de mim...

Mas a alegria é assim... "





- Fernando Pessoa -

domingo, dezembro 19, 2010

NATAL DE QUEM?


Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
-- Está bem, eu sei!
-- E as garrafas de vinho?
-- Já vão a caminho!
-- Oh mãe, estou p’ra ver
Que prendas vou ter.
-- Que prendas terei?
-- Não sei, não sei...

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
-- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
-- Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!

Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.

E Cristo Menino
A fazer beicinho:-- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar

E o Menino, quase a chorar:-- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
Foi este o Natal de Jesus?!!!

João Coelho dos Santos
(in Lágrima do Mar – 1996)

sexta-feira, novembro 26, 2010

GATO

Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?



Alexandre O'Neill

quarta-feira, novembro 24, 2010

DA MAIS ALTA JANELA DA MINHA CASA


Da mais alta janela da minha casa

Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a Humanidade
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário

Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os terá?

Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo.




Alberto Caeiro

sexta-feira, outubro 08, 2010

SOMBRA

"Eu não me lembro de mim,
Não me lembro de ninguém.
– Sou a lembrança de mim?
Sou a lembrança de alguém?
Sou uma sombra delida~
Vivendo um sonho de vida?
Eu, afinal, o que sou?
Qual o caminho em que vou?
Meus passos onde vão dar?
Vou devagar? Vou depressa?
Vou depressa ou devagar?
– Nada, afinal, me interessa:
Eu sei apenas que sou
O nada inútil que sou;
E apenas tenho o poder
De poder continuar,
Sem poder compreender
E sem saber duvidar.

E a vida?
É sonâmbula esquecida?
É morte transfigurada?
A vida, afinal, é vida,
Ou a vida não é nada?
E tudo, tudo o que vejo,
Desde o mar ao céu sem fim,
Serão formas do DesejoQue vive dentro de mim?
Serão formas enganosas
– Sombra, e luz, e céu, e mar?
Aparências mentirosas?
Ilusões do meu olhar?

E eu afinal o que sou?
Qual o caminho em que vou?
Sou noite? Sou alvorada?
Vou ascender ou cair?
– Eu, afinal, não sei nada…
Eu sei apenas sorrir…

Eu próprio me desconheço.
E, nesta hora em que vou,
Desconhecendo, aborreço
O nada inútil que sou.

Já, num desvairo profundo,
A chorar, me procurei
Pelos caminhos do mundo!
Mas, sem poder encontrar
Em mim, a minha verdade,
Nunca amei nem desejei
Perder-me em sonhos, e amar…
– Assim nasceu a saudade.

E assim eu vivo, a cismar,
Perdido em mágoas sem fim;
E vendo, nos céus, a brilhar
Os astros, fico a chorar,
Tive, nos olhos, dois céus
De luz divina e sagrada,
E fui a sombra animada
Da luz eterna de Deus.
Em sonho, fui luz de aurora
No esplendor da Eternidade!
Mas, hoje, a minha alma chora
No desterro da saudade…

E eu, afinal, o que sou?
Qual o caminho em que vou?

Sou noite? Sou alvorada?
Vou ascender ou cair?

Eu, afinal, não sei nada,
Eu sei apenas sorrir…"


Guilherme de Faria (1924).

quarta-feira, setembro 15, 2010

FRASES


domingo, maio 09, 2010

É PRECISO ACREDITAR


Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Prá sentar e conversar
Depois andar
De encontro ao vento...

Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia...

Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo...

Já não dá mais prá viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo...

Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo...

Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar
Por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar
A voz do coração...
Luiz Goes

sexta-feira, abril 09, 2010

ESCREVO


Escrevo já com a noite
em casa. Escrevo
sobre a manhã em que escutava
o rumor da cal ou do lume,
e eras tu somente
a dizer o meu nome.
Escrevo para levar à boca
o sabor da primeira
boca que beijei a tremer.
Escrevo para subir
à s fontes.
E voltar a nascer.


Eugénio de Andrade

segunda-feira, março 01, 2010

HOMENAGEM A ROSA LOBATO DE FARIA


Eu quis um violino no telhado
e uma arara exótica no banho.
Eu quis uma toalha de brocado
e um pavão real do meu tamanho.
Eu quis todos os cheiros do pecado
e toda a santidade que não tenho.
Eu quis uma pintura aos pés da cama
infinita de azul e perspectiva.
Eu quis ouvir as Cármina Burana
na hora da orgia prometida.
Eu quis uma opulência de sultana
e a miséria amarga de mendiga.
Eu quis um vinho feito de medronho
de veneno, de beijos, de suspiros.
Eu quis a morte de viver dum sonho
eu quis a sorte de morrer dum tiro.
Eu quis chorar por ti durante o sono
eu quis ao acordar fugir contigo
.Mas tudo o que é excessivo é muito pouco
.Por isso fiquei só, com o meu corpo.




Rosa Lobato Faria

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)